
Dá pra acreditar que percebi isso, lendo o prólogo de um best-seller?
Alguma coisa sobre... Qualquer coisa! seja lá o for essa tal "coisa", sabe? Entendendo assim o termo como algo parecido com objeto, fato, negócio, assunto (pelo ou menos é isso que afirma o dicionário)...



"Não deixe de acreditar no amor, mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá, manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam, e certifique-se de que quando estão juntos aquele abraço vale mais que qualquer palavra..."


Confesso que já faz um bom tempo que não passo por aqui... No entanto, não posso deixar de defender uma causa tão nobre e justa quanto a profissão, não só como jornalista, mas principalmente como cidadã. Sendo assim, a minha opinião não poderia ser outra: a prática profissional só flui com diploma. Não pelos quatro anos que ficamos numa faculdade, mas por tudo aquilo que se aprende, discute e se coloca em prática por lá. Tudo bem que a profissão não é quadrada, ou puramente técnica. Porém, o meio acadêmico é capaz de lapidar nossa vocação, externar o talento que possa existir e somar tudo isso a uma atividade que interage com a teoria na hora de sairmos às ruas em busca da notícia.
Ontem (17/06), o Supremo Tribunal aprovou, por 8 votos contra apenas 1, a não obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Não sei foi mais leviana a decisão, ou o comentário do Ministro Gilmar Mendes, ao comparar o jornalista a um "cozinheiro"... Assistam ao vídeo através do link e confiram também a matéria. Um absurdo, um golpe violento dado por pessoas que nem se quer se dão ao trabalho de perceber que o jornalismo não é autodidata algo, que se aprende simplesmente ou se desenvolve em qualquer canto, mas sim, uma atividade profissional que se exerce com ética, responsabilidade, conhecimento e prática.
Liberdade de expressão não é desculpa, em um país onde sabemos que o verdadeiro problema está na concentração da mídia em poucos grupos, na orientação editorial dos veículos de comunicação, na ditadura dos anunciantes ou a ditadura do mercado que privilegia altas tiragens, furos escandalosos de reportagem ou a obtenção de “pontos no ‘ibope’”, em vez da verdade, da informação isenta, ou do respeito ao meio social.







